Debates

A fé como arma simbólica na Hungria de Orbán

A derrota de Viktor Orbán em 2026 encerra 16 anos de governo, mas evidencia a persistência do orbanismo. O uso do cristianismo como ferramenta política permitiu a Orbán estruturar sua narrativa em torno da identidade nacional e da exclusão de "outsiders". Essa mobilização religiosa deve ser considerada uma estratégia essencial para seu projeto iliberal.

Debates

Uma leitura construtivista da religião como fator de interesse nacional

A religião, entendida como um sistema de crenças, continua a ter um papel central na política internacional, influenciando a identidade e os interesses das nações, mesmo em Estados seculares. Uma leitura construtivista evidencia exemplos como Indonésia e Índia e mostram que valores religiosos moldam prioridades externas e percepções sobre aliados e inimigos, revelando sua relevância decisiva.

Histórico, Notícias

A Realidade em Chiara Lubich: Nova Publicação e Arguição de Titularidade do Prof. Fábio Bento

O Centro de Estudos em Política, Relações Internacionais e Religião divulga a tese do Prof. Dr. Fábio Régio Bento, que aborda a interseção entre política e religião. Seu trabalho analisa a "Realidade" no pensamento de Chiara Lubich, contribuindo para diálogos críticos nas Relações Internacionais. O parecer do Prof. Dr. Wolkmer destaca a relevância social da pesquisa.

Debates

Bento XVI e os Desafios de um Pontificado em Tempos de Turbulência

O papado de Bento XVI foi marcado por escândalos sexuais, questões diplomáticas e busca pelo diálogo inter-religioso. Enfrentou controvérsias, como a revogação de excomunhões e comentários sobre AIDS, enquanto implementou medidas contra abusos e reformou a gestão financeira do Vaticano. Sua renúncia em 2013 foi vista como um reconhecimento de limites.

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João Paulo II: O Papa por sobre os muros

João Paulo II surge como figura decisiva da Guerra Fria, unindo fé e diplomacia. De origem polonesa, enfrentou o comunismo com resistência espiritual, sobreviveu a um atentado, aproximou-se dos EUA e defendeu os pobres sem aderir a ideologias. Seu papado consolidou-se pela coragem, diálogo e busca pela paz mundial, mas não foi livre de rusgas e atritos.

Debates

João Paulo I: A brevíssima ponte entre fé e política no Vaticano

O equilíbrio entre a liderança religiosa e a política no Vaticano é complexo, especialmente evidente no Conclave que elegeu João Paulo I, um Papa mais voltado à espiritualidade. Seu breve papado, de apenas 33 dias, gerou suspeitas sobre sua morte súbita e levantou incertezas sobre sua visão política, que parecia continuar a do seu antecessor.

Debates

O Vaticano e a Política da Paz: Da Pacem in Terris à Populorum Progressio

A Guerra Fria moldou relações de poder e destacou a diplomacia do Vaticano, que buscou unir ética e política. O Papa João XXIII e seu sucessor, Paulo VI, enfatizaram a paz e a justiça social, promovendo um papel humanizador da Igreja na política global e defendendo princípios universais, apesar de tensões com regimes autoritários.

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O Estado do Vaticano e a Santa Sé: Distinções Jurídicas e Políticas no Sistema Internacional

O Estado da Cidade do Vaticano e a Santa Sé, apesar de frequentemente confundidos, têm naturezas jurídicas distintas. O Vaticano é o território que assegura a soberania do papado, enquanto a Santa Sé é a autoridade central da Igreja Católica, atuando como um importante ator diplomático e mediador em relações internacionais e conflitos.

Debates

O retiro de Mujica, Mandela e Frei Betto

Por Fábio Bento (Unipampa) Entre os tantos pontos em comum entre Mujica, Mandela e Frei Betto, um deles é que os três transformaram um obstáculo terrível, que é a prisão política, em ocasião de serviço e libertação da visão-ação. Conheci pessoalmente Mujica na fronteira com o Uruguai. Conheço Frei Betto. Mandela não conheci, mas fui… Continuar lendo O retiro de Mujica, Mandela e Frei Betto